Tem coisa que começa como uma ideia meio maluca e, quando você percebe, já se passaram 18 anos. Dezoito!!!
É aquele número que faz a gente parar por alguns segundos e pensar: “Caramba… tudo isso?”
Pois é. Tudo isso!
No dia 16 de agosto de 2008, ao meio-dia, entrava no ar a BestRadio Brasil. Uma rádio que nasceu em Passos, Minas Gerais, com uma missão que parecia simples, mas definitivamente não era: fazer uma rádio online que tivesse cara, personalidade, qualidade e, principalmente, que não parecesse apenas uma playlist tocando música pela internet.
E talvez o mais curioso de toda essa história seja justamente o momento em que a Best nasceu.
Em 2008, streaming ainda era uma palavra que muita gente precisava explicar. Smartphone não fazia parte da rotina da maioria das pessoas. Smart TV era praticamente coisa de ficção científica. Alexa? Nem pensar. Geladeira conectada à internet? Só em filme futurista.
E a Best já estava pensando em como fazer rádio nesse mundo.
Não era simplesmente colocar música na internet.
Era fazer rádio na internet.
E existe uma diferença enorme entre as duas coisas.
Desde o começo, a BestRadio Brasil apostou em uma ideia que continua sendo parte do DNA da emissora: tecnologia não deveria ser um detalhe. Deveria fazer parte da experiência de ouvir rádio.
E isso começou pelo áudio.
A Best foi pioneira na adoção de tecnologias como AoIP (Audio over IP) e AACPlus, buscando entregar qualidade sonora acima do padrão disponível na época. O AACPlus, por exemplo, permitia transmitir áudio em taxas muito menores mantendo uma qualidade que, naquele momento, era comparável a arquivos MP3 muito mais pesados. Em outras palavras: era uma forma inteligente de fazer o áudio chegar bem mesmo para quem ainda estava longe de ter uma conexão de internet parruda.
Hoje parece normal. Naquela época, não era. E a Best sempre teve essa mania meio inconveniente de olhar para o que todo mundo estava fazendo e perguntar:
“Tá, mas e se a gente fizer diferente?”
Foi assim com a tecnologia, na programação, com a plástica (vinhetas, trilhas), na presença digital e foi assim com praticamente tudo que apareceu pelo caminho.
A Best nem tinha completado um ano de vida quando resolveu se meter em outra encrenca: concorrer ao Prêmio Escola de Rádio, no Rio de Janeiro.
E não era uma disputa pequena.
Entre os concorrentes estavam nomes conhecidos do mercado, incluindo Multishow FM e Globo FM, que na época matinham presença na web.
A Best tinha aproximadamente oito meses de existência.
E ganhou!
Em 2009, a emissora foi eleita Melhor Rádio Web, com 47% dos votos dos internautas.
Para uma rádio que tinha acabado de nascer, era uma baita mensagem.
Era como se alguém tivesse dito:
“É… talvez essa ideia maluca funcione.”
E funcionou.
Em 2010, aconteceu uma mudança importante.
A Best deixou Passos e foi parar em São Paulo, na região da Avenida Paulista, dentro da redação do ObaOba!, portal de entretenimento jovem que posteriormente foi adquirido pelo Grupo RBS.
E essa mudança ajudou a colocar a rádio ainda mais perto do universo que sempre teve tudo a ver com ela: música, tecnologia, cultura digital, comportamento e gente conectada.
Mas uma coisa nunca combinou com a Best: ficar parada.
A rádio começou a sair do estúdio e ocupar eventos, festivais e lugares onde uma rádio online talvez não fosse exatamente esperada.
Vieram coberturas de eventos de tecnologia e cultura digital, como Campus Party, YouPix e Social Media Week, além de festivais e shows como SWU, Planeta Terra e apresentações de artistas internacionais.
Teve Madonna no Rio.
Teve Kylie Minogue em São Paulo.
Teve Joss Stone.
Tiveram entrevistas, flashes, promoções e aquela velha vontade de provar que rádio online não precisava ser sinônimo de “um computador tocando música sozinho”.
A Best queria estar onde as coisas estavam acontecendo.
Porque toda rádio precisa de grandes momentos.
E algumas precisam de um coelho de verdade na Páscoa.
Sim!
Em uma das ações promocionais da época, a Best chegou a colocar um coelho de verdade no meio da brincadeira. Também vieram ingressos para shows e festivais, entrevistas com artistas e bandas e diversas ações que ajudaram a criar aquela relação muito mais próxima com quem estava do outro lado da tela.
A Best nunca enxergou o ouvinte como simplesmente um número.
Aliás, existe até um nome para isso na história da emissora: ouvinauta. A junção de 0uvinte + internauta.
E talvez esse termo explique muito bem o que a Best sempre tentou fazer.
Em 2012, a Best resolveu fazer outra coisa que, olhando hoje, parece óbvia. Na época, nem tanto.
A emissora levou toda a sua estrutura para dentro da Campus Party, um dos maiores eventos de internet e cultura digital do país.
Durante uma semana, a programação foi produzida diretamente do evento, em meio a milhares de participantes.
Era uma rádio online ocupando fisicamente um dos lugares mais importantes da cultura digital brasileira.
De certa forma, era exatamente onde a Best deveria estar.
E isso resume bem uma das características da emissora ao longo desses 18 anos: a Best nunca foi apenas sobre ouvir rádio. Foi também sobre estar presente.
Em 2013, depois de receber um aporte de um investidor-anjo, a Best mudou novamente de estrutura e foi para São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo.
E aí a brincadeira ficou séria.
Uma antiga sala comercial foi transformada em um estúdio que passou a ser considerado um dos mais avançados entre as rádios online brasileiras.
A estrutura foi completamente repensada e elevada a um patamar maior com equipamentos de ponta e sonho de consumo de muitas emissoras (até mesmo as emissoras de FM).
A ideia era simples: se a rádio era digital, então o áudio precisava ser digital de verdade. E com qualidade. Muita qualidade!!!
A Best chegou a ser destaque em conteúdos produzidos pela Wheatstone Corporation e pela Telos Alliance, duas empresas de enorme relevância no universo de tecnologia para broadcast. A própria Telos publicou, em 2016, material sobre a qualidade do áudio da Best utilizando o processamento Omnia 9.
Ou seja: aquela rádio que começou em 2008 transmitindo pela internet acabou chamando a atenção de gente que fabrica tecnologia para emissoras do mundo inteiro. Nada mal, não é?
Essa talvez seja uma das características mais importantes da história da emissora.
A Best nunca quis simplesmente “funcionar”. Queria soar bem.
E isso explica boa parte das escolhas técnicas feitas ao longo dos anos.
A estrutura de áudio baseada em AoIP, o processamento, os codecs e a preocupação constante com a qualidade fizeram da qualidade sonora uma espécie de obsessão.
Tem até uma frase que resume essa filosofia e que provavelmente faria algum engenheiro de áudio sorrir:
“Aqui, MP3 não entra.”
E não era apenas papo.
A Best chegou a transmitir em múltiplos formatos e, atualmente, mantém compatibilidade com mais de 230 dispositivos, incluindo smartphones, automóveis, smart TVs, videogames e até geladeiras inteligentes. Sim! Geladeiras!
Porque se existe uma maneira de ouvir rádio, provavelmente alguém na Best já perguntou:
“Será que dá para colocar a Best aí?”
Hoje todo mundo sabe o que é podcast.
Mas a Best já trabalhava há muito tempo com conteúdo sob demanda.
Programas antigos foram resgatados e disponibilizados em agregadores, permitindo que o ouvinte pudesse ouvir depois o que havia perdido no ao vivo.
E esse acervo atravessou plataformas e gerações de tecnologia, passando por serviços como Google Podcasts, Apple Podcasts e outros agregadores.
É uma coisa que parece pequena, mas diz muito sobre a evolução do rádio.
A Best entendeu cedo que a programação não precisava terminar quando o áudio saía do ar.
O conteúdo poderia continuar vivendo.
Se existe uma coisa que sempre definiu a Best, é a música.
Mas não apenas a música que todo mundo já conhece.
A proposta sempre foi misturar os grandes sucessos com novidades, principalmente aquelas que demoravam para chegar ao Brasil ou que simplesmente não chegavam. Desde o Pop, passando pelo Rock, chegando no Dance, e aquela busca constante por sons que despertassem a sensação de:
“Que música é essa? Como eu nunca ouvi isso antes?”
A Best chegou a apostar em artistas e músicas que ainda eram pouco conhecidos por aqui, como a banda belga Garcia Goodbye, que ganhou um espaço especial na programação e chegou a fazer acústico no estúdio da emissora por algumas vezes. A rádio também se tornou um dos primeiros lugares onde novidades da banda apareciam para o público brasileiro.
É exatamente aí que aparece uma das características mais legais da Best: a curadoria.
Não é simplesmente tocar música. É procurar música.
Ao longo desses 18 anos, passaram pelos microfones da emissora profissionais experientes, novos talentos, jornalistas, locutores, apresentadores e também gente que simplesmente queria fazer rádio.
Programas como Pão na Chapa, Zoeira Geral, Claquete, Tá na Hora e Conversa Fiada fizeram parte de diferentes momentos dessa história.
E alguns formatos fugiam completamente daquela ideia tradicional de que só radialista deveria falar no rádio.
A Best abriu espaço para pessoas de outras áreas, com opiniões, conhecimentos e histórias próprias. Porque rádio também é conversa. É companhia e personalidade.
É aquele negócio que você deixa ligado enquanto trabalha, dirige, cozinha, estuda, arruma a casa ou simplesmente fica de boa.
Literalmente!
A emissora entrou no universo do automobilismo virtual e passou a apoiar a equipe Shift Racing, levando a marca para as pistas virtuais.
A parceria começou ainda na primeira metade da década passada e rendeu participações em campeonatos, pódios e até títulos. Em 2016, por exemplo, o piloto Claudio Sampaio, representante da Best, conquistou resultados importantes em competições virtuais.
Em 2020, depois de um período afastada das competições, a Shift Racing voltou às pistas em um campeonato GT3.
Pode parecer uma viagem para uma rádio musical. Mas, pensando bem, não é.
Tecnologia, games, internet, competição e entretenimento sempre estiveram no DNA da Best.
Agora chegamos a um daqueles capítulos que provavelmente não estavam no planejamento de nenhuma outra rádio online.
Em 2016, para comemorar o Dia Mundial do Rádio e divulgar o aplicativo da Best para smartphones e tablets, a emissora fez uma ação no litoral paulista que chamou bastante atenção.
Um helicóptero carregou um banner gigantesco de 550 m² pelas praias do Guarujá e de Bertioga.
Foram aproximadamente 60 minutos de voo.
Um banner de 550 m².
Um helicóptero.
Para uma rádio que existe na internet.
Sim, a gente sabe que parece mentira.
Mas aconteceu e temos provas nas redes sociais.
E a ação foi considerada pela própria emissora como algo inédito entre rádios online.
Porque, convenhamos, se era para fazer barulho, dava para fazer pelo menos um pouquinho.
Outra coisa que sempre fez parte da história da emissora foi a zoeira.
E isso aparece em momentos que, provavelmente, jamais entrariam em um manual tradicional de radiodifusão.
Teve locutor fazendo programa usando toalha.
Teve bananeira.
Teve cerveja durante a programação.
Teve óculos de realidade virtual durante locução.
Teve microfone com preservativo em uma ação de conscientização.
Teve mensagem de aniversário que quase fez locutor chorar ao vivo.
Enfim… Profissionalismo é importante. Mas um pouco de falta de juízo também ajuda.
E talvez esse seja o ponto mais importante de todos.
A internet mudou. E muito.
O mundo mudou. Muito mais.
Em 2008, a gente ainda discutia velocidade de conexão.
Depois vieram smartphones. Redes sociais, aplicativos, streaming, YouTube, Podcasts, smart TVs, assistentes de voz, carros conectados e uma quantidade quase infinita de plataformas para consumir conteúdo.
A rádio tradicional teve que se reinventar.
A internet teve que se reinventar.
E a Best também.
Mas uma coisa permaneceu: a vontade de fazer rádio.
Hoje, a Best continua no ar, com programação musical, conteúdo editorial, listas mensais das músicas mais tocadas, o MEGAHIT da semana, pedidos dos ouvintes e formatos que continuam aproximando quem está ouvindo de quem está fazendo a rádio.
A emissora também continua apostando em conteúdo digital, notícias, música, cultura, entretenimento e no seu tradicional jeito de conversar com quem está do outro lado.
E, convenhamos, chegar até aqui já é uma baita história.
Porque em 18 anos a Best viu nascer muita rádio online.
Viu muita rádio online desaparecer.
Viu plataformas surgirem e morrerem.
Viu formatos de áudio mudarem.
Viu o rádio deixar de estar preso ao aparelho de rádio.
E, mesmo assim, continuou aqui.
Talvez essa seja a melhor maneira de explicar a BestRadio Brasil.
Ela não chegou aos 18 anos porque simplesmente teve sorte.
Chegou porque sempre teve gente acreditando.
Gente na frente dos microfones.
Gente atrás deles.
Gente escrevendo.
Gente programando.
Gente produzindo.
Gente pensando em tecnologia.
Gente cuidando do áudio.
Gente criando vinheta.
Gente fazendo site.
Gente atendendo ouvinte.
Gente fazendo cobertura.
Gente carregando equipamento.
Gente resolvendo problema que ninguém viu.
Gente ficando acordada quando todo mundo já tinha ido dormir.
Gente que passou pouco tempo.
Gente que ficou anos.
Gente que deixou uma marca.
E gente que ainda está aqui.
A Best foi construída por todas essas pessoas.
E por você que está ouvindo.
Porque, no fim das contas, não adianta ter o melhor estúdio, o melhor processamento, a melhor tecnologia, o melhor site ou uma playlist incrível se não existe alguém do outro lado.
Em 2009, a Best ganhou o Prêmio Escola de Rádio.
Em 2013, ficou entre as cinco rádios online mais votadas no Prêmio Rádio Rio.
Ao longo dos anos, chamou atenção pela tecnologia, pelo áudio, pela programação, pelas ações, pelas coberturas e pela capacidade de experimentar coisas que pareciam improváveis para uma rádio online.
Mas nenhum troféu é maior do que chegar ao dia 16 de agosto de 2026 e poder dizer: 18 anos!
18 anos de transmissão.
18 anos de música.
18 anos de tecnologia.
18 anos de histórias.
18 anos de gente passando pelos estúdios.
18 anos de loucura.
18 anos de inovação.
18 anos de perrengue.
18 anos de “isso vai dar certo”.
18 anos de “isso não vai dar certo”.
18 anos de “como a gente vai fazer isso?”
18 anos de “deu certo!”
E, principalmente:
18 anos de você aí do outro lado.
Se tem uma coisa que a história da Best ensinou é que não dá para prever exatamente o que vem pela frente.
Quem imaginaria, em 2008, que aquela rádio que começava em Passos estaria, 18 anos depois, sendo ouvida em smartphones, carros, TVs, videogames e até geladeiras?
Quem imaginaria que uma rádio exclusivamente online estaria dentro da Campus Party, cobrindo grandes festivais, entrevistando artistas, sendo citada por empresas internacionais de tecnologia de broadcast e fazendo propaganda com um helicóptero carregando 550 m² de banner?
Pois é.
A gente também não imaginava.
E talvez seja justamente por isso que seja tão divertido continuar.
A Best nasceu para fazer rádio de um jeito diferente.
E, 18 anos depois, ainda está aqui.
Mais madura? Talvez.
Mais experiente? Com certeza.
Mais tecnológica? Sem dúvida.
Mais comportada? Aí já é pedir demais.
Então hoje não é dia de falar de audiência, números, equipamentos, plataformas ou estatísticas.
Hoje é dia de comemorar.
Comemorar cada música.
Cada vinheta.
Cada programa.
Cada entrevista.
Cada transmissão.
Cada pedido.
Cada mensagem.
Cada “que música é essa?”.
Cada “aumenta o som!”.
Cada “essa música é muito boa!”.
Cada ouvinte que chegou em 2008.
Cada um que descobriu a Best ontem.
E cada pessoa que ainda vai descobrir.
Porque 18 anos depois, a história continua.
E se depender da gente, ainda tem muita coisa para acontecer.
Obrigado por ouvir.
Obrigado por curtir.
Obrigado por fazer parte dessa história.
Afinal…
16 de agosto de 2008 → 16 de agosto de 2026
18 anos no ar.
E ainda tem muita música pela frente.
Vida longa à Best!