Leonardo DiCaprio critica IA e diz que arte gerada vira lixo da internet

O ator Leonardo DiCaprio, recentemente eleito Artista do Ano pela revista TIME, manifestou suas reservas quanto ao uso da Inteligência Artificial (IA) nas artes.

Em entrevista, ele admitiu que a tecnologia pode servir como ferramenta de aprimoramento para cineastas jovens, ajudando-os a criar algo nunca antes visto.

Porém, DiCaprio foi incisivo ao afirmar que a verdadeira arte é aquela que gera conexão e emoção e precisa partir de um ser humano.

Ele criticou criações generadas por IA, como músicas que misturam vozes e estilos de artistas diferentes, classificando-as como mecanicamente impressionantes, mas vazias de substância.

“Você ouve, acha genial, mas depois aquilo some, se dissipa no éter do lixo da internet. Não tem ancoragem, não tem humanidade”, declarou.

Para o ator, além da questão artística, há uma preocupação concreta com os profissionais da indústria: talentos experientes correm o risco de perder espaço caso a IA se torne dominante.

Apesar da visão crítica, ele reconhece que a IA pode desempenhar um papel interessante quando usada com cuidado, servindo como ferramenta e nunca substituta da criatividade humana.