Após seis anos sem lançar um álbum de estúdio, o The Strokes está de volta com Reality Awaits, seu sétimo trabalho de estúdio. O disco marca uma nova fase da banda, misturando o tradicional indie rock que consagrou o grupo com uma abordagem mais experimental, em que o uso intenso de Auto-Tune nas vozes de Julian Casablancas divide opiniões entre fãs e críticos.
Produzido por Rick Rubin, o álbum apresenta nove faixas que exploram novas texturas sonoras sem abandonar completamente as guitarras marcantes de Nick Valensi e Albert Hammond Jr. O resultado é um trabalho que transita entre momentos melódicos, sintetizadores, influências de new wave e passagens mais ousadas, aproximando a sonoridade do universo paralelo de Casablancas com o The Voidz.
Músicas como Going Shopping, Lonely in the Future e Dine N’Dash mostram a banda experimentando diferentes atmosferas, enquanto faixas como Psycho Shit evidenciam desde os primeiros minutos a proposta menos convencional do álbum. As letras também passeiam por temas como alienação, relações humanas e incertezas do mundo contemporâneo.
A recepção inicial destaca justamente essa coragem em fugir da fórmula que transformou o grupo em um dos principais nomes do rock dos anos 2000. Embora o excesso de processamento vocal tenha gerado críticas, muitos veículos especializados apontam Reality Awaits como o trabalho mais criativo e imprevisível da banda desde The New Abnormal, lançado em 2020.
Com Reality Awaits, o The Strokes demonstra que prefere seguir explorando novos caminhos em vez de repetir o passado. O álbum pode dividir os ouvintes, mas reforça a disposição da banda em continuar evoluindo e expandindo sua identidade musical.